Palhaço é indiciado por estupro de criança de 11 anos no Paraná; homem foi denunciado por menina em 2023
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Delegacia de Cascavel
Divulgação/PCPR
Uma criança de 11 anos acusou um homem de 42 anos, que atua como palhaço e artista de rua, por estupro de forma continuada quando ela tinha entre cinco e seis anos, em Cascavel, no oeste do Paraná.
O inquérito por estupro de vulnerável foi concluído pela Polícia Civil na terça-feira (13) e encaminhado ao Poder Judiciário.
Segundo a investigação, os crimes teriam ocorrido em 2016, quando a vítima tinha entre cinco e seis anos. A identidade do homem não foi divulgada, ele responde ao processo em liberdade.
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De acordo com a polícia, o suspeito se aproveitava da proximidade da família para se aproximar da criança, usando como pretexto convites para assistir a desenhos animados.
“Conforme a investigação, o investigado aproveitava-se de sua relação de proximidade e confiança com a família para praticar reiterados atos libidinosos e conjunção carnal contra a menor, sempre utilizando o pretexto de convidá-la para assistir a desenhos animados”, afirmou a delegada Thais Zanatta em nota sobre o caso.
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Vítima apresentou mudanças de comportamento
Os estupros só foram revelados em 2023, quando a vítima, então com 11 anos, contou à mãe o que havia acontecido. Para a polícia, o intervalo de tempo entre os fatos e a denúncia é compatível com casos em que o agressor ocupa uma posição de confiança, situação conhecida como “Síndrome de Acomodação ao Abuso Sexual Infantil”.
O relato da vítima foi colhido por meio de escuta especializada, conforme prevê a legislação. Segundo a Polícia Civil, o depoimento foi considerado coerente e detalhado, além de ser reforçado por mudanças de comportamento observadas ao longo dos anos, como agressividade, episódios de automutilação e tentativas de suicídio, iniciadas aos sete anos.
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Em depoimento, o investigado negou as acusações e alegou perseguição de cunho político, argumento que foi descartado pela polícia. De acordo com os investigadores, a versão não se sustenta, uma vez que a vítima era criança e não teria condições de compreender questões desse tipo.
A Polícia Civil também informou que há outros registros envolvendo o nome do suspeito. Em 2022, um boletim de ocorrência apontou conduta semelhante contra outra criança, com modo de atuação parecido. Esse caso resultou em denúncia do Ministério Público e tramita sob segredo de justiça.
O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça, que agora vai decidir sobre os próximos passos do processo.
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